Justiça mantém prisão de Bruno e determina regime semiaberto
Ex-jogador do Flamengo continua detido após audiência de custódia

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu manter a detenção de Bruno Fernandes das Dores de Souza, conhecido como Goleiro Bruno, após uma audiência de custódia realizada no dia 9 de dezembro de 2026.
O juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda determinou que o mandado de prisão contra o ex-jogador do Flamengo permanece válido e que não houve revogação da ordem judicial. Além disso, a Justiça classificou que Bruno deverá ser transferido para um 'estabelecimento penal compatível' com o regime semiaberto.
Bruno foi preso na quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, após ter um mandado de prisão em aberto. Segundo a Polícia Militar, ele não ofereceu resistência e colaborou com a prisão, sendo levado à 125ª DP (São Pedro da Aldeia) antes de ser encaminhado à 127ª DP (Armação dos Búzios) para o cumprimento do mandado.
O Caso Eliza Samudio
A história em torno de Bruno remete a um dos casos mais conturbados do Brasil, iniciado em junho de 2010, quando a modelo e atriz Eliza Samudio desapareceu. Na época, Bruno era o goleiro titular do Flamengo, desfrutando de uma carreira em ascensão.
O relacionamento entre Bruno e Eliza se deu em meio a conflitos judiciais, após ela buscar o reconhecimento de paternidade de seu filho, Bruninho, que nasceu em fevereiro de 2010. Eliza desapareceu logo após a gestação se tornar pública, com a última aparição documentada no sítio de Bruno em Minas Gerais.
✨ Eliza Samudio nunca teve seus restos mortais encontrados, apesar das investigações detalhadas.
Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pela morte de Eliza, mas ao longo do tempo, passou por diferentes regimes de pena. Sua liberdade condicional foi revogada em março de 2026 devido ao descaso nas condições impostas pela Justiça.
Novas Revelações
Recentemente, o caso voltou a ser notícia após o aparecimento de um passaporte que supostamente pertence a Eliza, encontrado em Portugal. O irmão de Eliza, Arlie Moura, afirmou acreditar que o documento é autêntico, mas ainda não houve confirmação oficial sobre a veracidade das informações.
O Ministério Público do Rio de Janeiro reiterou seu pedido para que Bruno cumpra pena em regime fechado, dado o impacto e a gravidade do caso.
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