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Justiça
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Moraes mantém prisões de condenados por assassinato de Marielle Franco

STF confirma medidas preventivas enquanto recursos são analisados

Fernanda Lima25 de maio de 2026 às 18:05
Moraes mantém prisões de condenados por assassinato de Marielle Franco

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (25) por manter as prisões preventivas dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

Em fevereiro, a Primeira Turma do STF deu seu veredicto sobre os responsáveis pela execução: Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ, e João Francisco Inácio Brazão, ex-deputado, ambos sentenciados a 76 anos e 3 meses de prisão por duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada.

Além deles, o delegado Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, que atuou como ex-chefe da Polícia Civil do RJ, recebeu 18 anos de prisão por obstrução à justiça e corrupção passiva; Ronald Paulo Alves Pereira, um major da Polícia Militar, foi condenado a 56 anos de prisão por suas ações no duplo homicídio; por fim, o policial Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, teve pena de 9 anos por envolvimento em organização criminosa.

As penas ainda não começaram a ser cumpridas definitivamente, pois os condenados têm o direito de recorrer.

Em sua decisão, Moraes destacou que não houve novos fatos que justificassem uma reavaliação das prisões preventivas. "Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento", afirmou o ministro.

Dentre os condenados, apenas Francisco Brazão está em prisão domiciliar devido a seu estado de saúde considerado delicado. Os outros, Domingos Brazão, Ronald Alves Pereira, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto Fonseca, permanecem detidos em estabelecimentos prisionais no Rio de Janeiro.

Contexto

As condenações por envolvimento no assassinato de Marielle Franco, uma figura emblemática da luta por direitos humanos no Brasil, têm gerado repercussões significativas e um clamor por justiça desde 2018.

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