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Justiça
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Justiça reabre investigação sobre morte de ambulante senegalês em SP

Novo desdobramento após arquivamento anterior sobre caso polêmico

Camila Souza Ramos20 de maio de 2026 às 08:40
Justiça reabre investigação sobre morte de ambulante senegalês em SP

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, decidiu reabrir a investigação sobre a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, que foi baleado por um policial em abril do ano passado no centro da capital. O caso, que havia sido arquivado em fevereiro deste ano, agora estará sob nova análise.

Ngange Mbaye, de 34 anos, foi atingido por um tiro durante uma abordagem policial enquanto trabalhava no Brás. Ele teve sua mercadoria apreendida e, em decorrência de uma altercação com os agentes, tentou atacar um deles com uma barra de ferro, momento em que foi alvejado. Apesar de ter sido socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia, não sobreviveu aos ferimentos.

A reabertura do caso surge em um contexto de crescente discussão sobre a letalidade policial e as circunstâncias que cercam a atuação das forças de segurança.

O promotor Lucas de Mello Schaefer havia anteriormente defendido que o policial agiu em legítima defesa e que o seu uso da força foi moderado. Contudo, na decisão mais recente, o procurador Costa levantou questões sobre a necessidade do uso de arma letal, afirmando que a possibilidade de uma ação ilegal não pode ser ignorada antes do julgamento final.

Além disso, Costa ordenou que uma denúncia seja protocolada contra o policial que efetuou o disparo, designando outro promotor para assumir a condução do caso. O incidente também chamou a atenção de movimentos negros, que levaram a questão à Organização dos Estados Americanos (OEA), responsabilizando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ex-secretário de segurança pública, Guilherme Derrite, pela letalidade das ações policiais.

Informações sobre Ngange Mbaye

Ngange Mbaye vivia no Brasil desde 2012 e atuava como ambulante no Brás há oito anos.

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