Knesset aprova pena de morte para palestinos em tribunal militar
Nova lei gera críticas globais e preocupações referentes aos direitos humanos.

Na segunda-feira (30), o parlamento israelense, conhecido como Knesset, aprovou uma lei que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por atentados fatais. Essa decisão é uma das principais promessas da coalizão de ultradireita liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Críticas à legislação
A nova legislação suscitou uma onda de críticas internacionais, especialmente em um momento em que Israel enfrenta um aumento da violência perpetrada por colonos contra palestinos na Cisjordânia. O texto da lei estipula que a execução deve ocorrer dentro de 90 dias após a condenação, permitindo apenas algumas possibilidades de adiamento, sem direito a clemência. Além disso, a alternativa à pena capital, que é a prisão perpétua, também está inclusa.
"A aprovação deste projeto de lei colocaria em risco os compromissos de Israel com os princípios democráticos
✨ Especialistas alertam sobre mancha nos direitos humanos.
Contexto
Israel já aboliu a pena de morte para homicídio em 1954, e o único caso de execução civil foi de Adolf Eichmann, em 1962.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que ajudou a elaborar a lei, acredita que a pena de morte pode desencorajar ataques letais por parte de palestinos. No entanto, organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, refletem que não existem evidências que provem a eficácia da pena capital na redução do crime em comparação à prisão perpétua.
- 1Críticos consideram a lei discriminatória.
- 2Tramitação da lei teve resistência de profissionais da segurança e justiça.
- 3Ben-Gvir tem histórico de controvérsias e apoio a ações severas contra palestinos.
Com uma taxa de condenação superior a 96%, os tribunais militares que julgam os palestinos na Cisjordânia são acusados de obtê-los por meio de práticas coercitivas. Além disso, a medida vem em meio a uma crescente repressão de vozes contrárias a tais políticas dentro de Israel.
Impacto e reações
Essa decisão legislativa não só atinge os aspectos legais, mas também levanta um debate ético significativo sobre a aplicação da justiça em um país que se considera democrático. A oposição política e grupos de direitos humanos, como o B’Tselem, já anunciaram planos para contestar a lei no Supremo Tribunal, onde a expectativa é que a mesma possa ser anulada.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Gabriel Azevedo
Jornalista especializado em Justiça
Mais de Justiça

Supremo da Espanha considera beijo na mão como agressão sexual sem consentimento
Decisão judicial estabelece novos parâmetros sobre o consentimento em casos de contato físico.

Violência Vicária: Senado Aprova Inclusão na Lei Maria da Penha
Mudanças significativas no Código Penal brasileiro foram propostas pela Deputada Laura Carneiro.

Júri absolve policiais acusados de execução no Guarujá em caso de 2022
Decisão acontece apesar de evidências de câmeras corporais sugerirem assassinato de jovem desarmado.

Ministra do TST Confirma Indenização a Trabalhador Ofendido por Patrão em Fortaleza
Decisão ressalta violação de direitos fundamentais em afronta à liberdade política.





