Moraes exige explicações de Débora do Batom sobre tornozeleira
Cabeleireira deve justificar falhas no monitoramento em 48 horas

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ordenou que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, forneça esclarecimentos sobre as falhas detectadas em sua tornozeleira eletrônica dentro do prazo de 48 horas.
Após ser condenada a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro, Débora cumpre pena em prisão domiciliar desde setembro de 2025. Moraes também solicitou que a defesa da cabeleireira apresente justificativas para o descumprimento das condições do monitoramento eletrônico.
✨ A Procuradoria-Geral da República tem cinco dias para se manifestar sobre a falta de sinal GPS.
A decisão do ministro foi oficializada em um documento assinado nesta quarta-feira, dia 29. Débora se transformou em um símbolo da luta de grupos bolsonaristas que clamam por anistia aos participantes dos eventos de 8 de Janeiro, argumentando que ela poderia enfrentar uma longa pena apenas por suas ações de vandalismo.
Contexto
Embora a defesa alegue que as ações de Débora se limitam à pichação, a denúncia sustenta que ela se uniu a um grande grupo, incluindo indivíduos armados, com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral entre o início de 2022 e 8 de janeiro.
No dia das invasões às sedes do Legislativo, Executivo e Judiciário, Débora tentou, junto a milhares de manifestantes, derrubar o Estado Democrático de Direito e destituir um governo legitimamente eleito. Além disso, utilizou substâncias inflamáveis nos ataques a prédios públicos, resultando em danos significativos à União.
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