Ministério Público quer saber ações da plataforma após críticas

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) está cobrando do Discord informações sobre as medidas de segurança direcionadas à proteção de crianças e adolescentes na plataforma. O procurador Paulo Thadeu Gomes da Silva exige dados sobre a confirmação de idade dos usuários, gerenciamento de riscos e ações para prevenir, detectar e mitigar violações de direitos infantojuvenis.
✨ Discord é criticado por falhas na moderação e checagem de idade, tornando-se um canal para crimes contra jovens.
A plataforma, amplamente utilizada por gamers e jovens, vem enfrentando críticas e inquéritos devido à sua ineficácia em moderar conteúdo e verificar idades, permitindo a ocorrência de crimes como extorsão e indução à automutilação.
Além disso, o MPF-DF notificou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para que sejam fornecidas informações sobre a supervisão da plataforma. A preocupação tornou-se especialmente relevante após uma trágica live que culminou na morte de uma adolescente, levando o Discord a suspender recentemente a função de transmissões ao vivo no Brasil.
O procurador também solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a documentação enviada ao Congresso Nacional que destaque as operações policiais relacionadas ao uso do Discord entre 2023 e 2026. Relatórios técnicos e dados sobre ações do CIBERLAB envolvendo a plataforma e a prática de crimes contra menores também foram requisitados.
A suspensão das transmissões ao vivo foi uma medida emergencial imposta pela ANPD, considerando a legislação do ECA Digital, com o intuito de resguardar a segurança de crianças e adolescentes na internet.
Essas ações constituem um procedimento interno do MPF com o objetivo de assegurar a proteção infantojuvenil em um ambiente digital cada vez mais complexo e potencialmente perigoso.
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Jornalista especializado em Justiça

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