Investigação apura esquema de venda de decisões judiciais na Operação Faroeste.

Na quarta-feira (4), o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de quatro réus da Operação Faroeste, que investiga um esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, e defendeu o perdão judicial do delator Júlio César Cavalcanti Ferreira durante a Corte Especial do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os réus, está a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, que enfrenta desde a corrupção passiva e organização criminosa até lavagem de dinheiro e perda do cargo. O pedido de condenação também inclui Vasco Rusciolelli Azevedo, seu filho e advogado, além de Vanderlei Chilante, advogado, e Nelson José Vígolo, produtor rural.
A desembargadora foi aposentada compulsoriamente em dezembro de 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após a comprovação de que descumpriu deveres funcionais e estava envolvida em um esquema de "rachadinha". As investigações revelaram que ela teria recebido R$ 250 mil para favorecer uma empresa em um julgamento.
✨ O MPF e o ministro relator Og Fernandes afirmaram que há provas robustas, incluindo gravações e movimentações financeiras suspeitas, que implicam a desembargadora e outros réus no esquema criminoso.
A Operação Faroeste, iniciada em 2019, expôs um complexo esquema de venda de decisões judiciais e tem levado à prisão de diversos envolvidos, incluindo juízes e advogados. Esse caso permanece em investigação e continua a se desdobrar em novas linhas de apuração.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Operação Linceu apura acesso indevido a informações de processos

Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi julgado por homicídio qualificado em Salvador.

Órgão investiga patrimônio e movimentações de ex-diretor do Banco Central

Investigação envolve Gabriela Hardt e esquema de R$ 2,5 bilhões