Operação Carbono Oculto combate lavagem de dinheiro em combustíveis
Ação do Ministério Público investiga conexões com o PCC

Nesta quinta-feira, 28, o Ministério Público de São Paulo lançou a segunda fase da Operação Carbono Oculto, chamada 'Fluxo Oculto', para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
A operação, que abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, executa 59 mandados de busca e apreensão em instituições financeiras, fintechs e empresas suspeitas de adulteração de combustíveis.
✨ As investigações buscam desmantelar estruturas financeiras que ocultam recursos ilícitos, além de identificar um 'banco paralelo' que movimenta valores entre postos de combustíveis e fundos de investimento suspeitos.
Colaboração e Mecanismos de Ocultação
A operação é resultado de uma colaboração estreita entre o Ministério Público, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo e várias polícias. Os investigadores afirmam que as fintechs funcionavam como intermediárias, facilitando pagamentos e compensações para operadores da facção criminosa.
Além disso, foi identificado um núcleo que desviava nafta petroquímica, redirecionando esse produto para adulteração de combustíveis. O uso de empresas de fachada simula a venda de solventes, enquanto nos bastidores ocorre a prática criminosa.
Contexto sobre a Operação
A primeira fase da Operação Carbono Oculto já havia revelado mecanismos de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro através de instituições financeiras. O patrimônio de quatro fundos de investimento investigados cresceu mais de 200% em um ano.
O Ministério Público também destaca a abertura de empresas por indivíduos de baixa renda e até presos, que atuavam como laranjas para camuflar a movimentação de produtos desviados.
A operação evidenciou que diversas instituições financeiras, gestoras de recursos e empresas do setor imobiliário estão entre os alvos das investigações.
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