Humberto Pradera é investigado por repassar informações a advogado próximo de Flávio Bolsonaro.

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (19) buscas no âmbito da Operação Linceu, que investiga Humberto Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pradera é acusado de repassar informações sobre processos ao advogado Willer Tomaz, aliado do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um inquérito que analisa Tomaz e Flávio, que enfrentam acusações de lavagem de dinheiro. O presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, afirmou em nota que foi informado sobre os acontecimentos envolvendo Pradera e destacou que há um procedimento interno em andamento na Corte para apuração do caso.
Em virtude de não ser um servidor concursado, mas ocupar um cargo de confiança, Pradera foi exonerado na última sexta-feira (16). O inquérito atual visa investigar possíveis práticas de lavagem de dinheiro na relação entre Flávio e Willer. Investigações preliminares recolheram indícios de irregularidades no setor de apostas e em plataformas de pagamento digital.
✨ A análise de dados do celular de Willer Tomaz identificou vínculos com Flávio Bolsonaro, levando os elementos a serem encaminhados ao STF, dada a prerrogativa de foro do senador.
Tomaz já havia sido alvo de uma busca e apreensão em agosto, na Operação Sem Desconto, por suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos provenientes de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Naquela ocasião, Flávio não era investigado. Pradera é suspeito de ter vendido decisões do STJ antecipadamente a Tomaz, favorecendo seus interesses.
As investigações que ocorrem no STJ e no STF permanecem sob sigilo.
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