Humberto Pradera foi desligado após investigações da PF sobre repasse de minutas de decisões.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu exonerar, nesta sexta-feira (16), um servidor da área de tecnologia sob suspeita de ter vazado minutas de decisões ao advogado Willer Tomaz, conhecido por sua amizade com o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
As informações sobre as trocas de mensagens entre Humberto Fontoura Pradera, até então servidor do STJ, e Tomaz foram reveladas em um relatório da Polícia Federal encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). No documento, Pradera admitiu ter compartilhado detalhes de tratativas internas do tribunal e inclusive enviou uma foto de um documento mostrado em sua tela.
O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, teve conhecimento dos fatos e uma investigação interna foi iniciada na semana anterior. O desligamento de Pradera, que não era servidor concursado, ocorreu devido à gravidade das denúncias. A nota oficial do STJ destacou que as medidas criminais estão em andamento e são sigilosas.
✨ Willer Tomaz, que está sob investigação na Operação Sem Desconto, mantém uma relação complexa com as autoridades, incluindo a averiguação de sua atividade de apostas para lavagem de dinheiro.
Adicionalmente, a investigação da PF traz à tona que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como 'usuário master' de uma conta bancária de uma empresa de Tomaz, o que levanta suspeitas sobre sua participação nas operações financeiras da firma.
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