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Justiça
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Paulo Henrique Costa troca defesa e pode negociar delação

Executivo é acusado de envolvimento em fraudes bilionárias

Camila Souza Ramos22 de abril de 2026 às 19:50
Paulo Henrique Costa troca defesa e pode negociar delação

O ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, que foi detido na semana passada por ordem do Supremo Tribunal Federal, fez uma mudança significativa em sua defesa ao contratar o escritório de Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça. Essa alteração pode indicar que ele está se preparando para negociar um acordo de delação premiada.

A equipe anterior, liderada pelo advogado Cléber Lopes, que atuava na defesa desde o início da Operação Compliance Zero, agora não faz mais parte do caso. A nova defesa também conta com a presença do criminalista Davi Tangerino, conhecido por sua experiência em casos semelhantes.

Costa é acusado de receber propinas e estar envolvido em um esquema envolvendo fraudes no BRB, com impactos financeiros significativos.

As acusações contra Costa incluem o recebimento de vantagem indevida em troca da compra de ativos fictícios no valor de 21,9 bilhões de reais. Estima-se que cerca de 13,3 bilhões de reais desses ativos apresentavam sérios problemas de documentação e falta de lastro.

Detenção e Investigações

Costa foi preso pela Polícia Federal em 16 de abril, com a prisão preventiva autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. Inicialmente, ele foi levado ao departamento da PF para um exame de corpo de delito, sendo posteriormente transferido para o presídio da Papuda. O ministro destacou a existência de "fortes indícios" de que o executivo participou ativamente de um esquema criminoso.

"

A conduta de Costa "não se limita a uma negligência administrativa", podendo indicar uma adesão deliberada ao esquema de fraudes

Ministro André Mendonça

Contexto

Paulo Henrique Costa ocupava a presidência do BRB desde 2019, indicado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha.

Relações Suspeitas

Investigadores descobriram que Costa teria recebido imóveis de alto valor, avaliados em aproximadamente 146 milhões de reais, como forma de favorecimento em operações com o Banco Master. Mensagens analisadas indicam uma relação próxima entre Costa e o empresário Daniel Vorcaro, junto a discussões sobre negócios e compras de propriedades.

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