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Justiça
2 min de leitura

PF confisca R$ 500 mil na casa de policial em operação contra fraudes

Operação Sem Refino apura esquema de fraudes fiscais no RJ

Mariana Souza15 de maio de 2026 às 14:10
PF confisca R$ 500 mil na casa de policial em operação contra fraudes

A Polícia Federal (PF) realizou uma apreensão significativa de mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na residência do policial civil Maxwell Moraes Fernandes, alvo da Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15). O valor, intrigantemente armazenado em caixas de sapatos, trazia uma mensagem curiosa: 'o que é bom a gente guarda'.

As investigações visam desmantelar um suposto esquema de fraudes fiscais que envolve a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, acusada de ser um dos maiores devedores de impostos do Brasil. Embora possuir dinheiro em espécie não seja ilegal, Maxwell precisará justificar a origem desse montante que não circula pelo sistema bancário.

A PF também investiga o ex-governador Cláudio Castro por sua suposta ligação com o esquema de ocultação de bens.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está colaborando com a operação da PF, ressaltando sua cooperação constante com órgãos de investigação. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil está monitorando o caso de perto.

Além de Maxwell, Cláudio Castro é outro foco nas investigações, já que a PF investiga se a Refit utilizou sua estrutura para ocultar bens e evadir recursos. Um relatório da PF sugere que Castro desempenhou um papel crucial na proteção dos interesses da empresa.

Contexto

A Operação Sem Refino se insere em um contexto mais amplo de investigações envolvendo a Refit, que já havia sido alvo de outra grande operação em novembro, visando fraudes fiscais que supostamente causaram um prejuízo de R$ 26 bilhões ao governo.

Com métodos sofisticados, a Refit utilizava estruturas de investimento e empresas em cascata para mascarar lucros e minimizar impostos. As investigações revelaram a existência de múltiplos orçamentos e práticas irregulares que chamaram a atenção das autoridades.

Recentemente, a PF solicitou à Interpol a inclusão do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, na Difusão Vermelha, um movimento que enfatiza a gravidade do caso.

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