Voltar
Justiça
2 min de leitura

Portugal rejeita proposta de endurecimento de penas por racismo

Parlamento não aprova projeto que visava ampliar punições e proteger mais categorias

Carlos Silva13 de junho de 2026 às 12:10
Portugal rejeita proposta de endurecimento de penas por racismo

O Parlamento de Portugal decidiu não aprovar um projeto que visava aumentar as penas para crimes de racismo, com a possibilidade de penas de até oito anos de prisão.

A proposta, desenvolvida pelo Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia, contava com o apoio de aproximadamente 80 organizações da sociedade civil e coletou mais de 35 mil assinaturas em favor do projeto.

Mudanças Propostas

Atualmente, a legislação portuguesa impõe penas que variam de seis meses a cinco anos para casos de racismo, além de requerer que a conduta discriminatória seja divulgada publicamente para ser considerada punível. O projeto rejeitado buscava modificar essa regra, eliminando a exigência de divulgação e implementando um agravante para atos discriminatórios.

Além disso, a proposta pretendia ampliar a definição de crime para incluir discriminações baseadas em nacionalidade, etnia, linguagem, gênero, religião e deficiências.

Votação e Reações

O projeto enfrentou rejeição principalmente de partidos de centro-direita e ultradireita, como o Chega, liderado por André Ventura. Ao contrário, partidos de esquerda, como o Partido Socialista e o Livre, votaram a favor da proposta.

Após a votação, o GAC expressou sua decepção nas redes sociais, afirmando que a rejeição representa uma falha crítica no enfrentamento do racismo em Portugal.

"

A rejeição da proposta não retira a urgência de combater o racismo e a discriminação, reafirmamos nosso compromisso com os direitos humanos e a igualdade

Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia.

Contexto

A legislação atual em Portugal sobre crimes de racismo é considerada insuficiente por muitos defensores dos direitos humanos, que buscam mais proteção e penalidades severas para atos discriminatórios.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça