Osmar Stábile teria desviado recursos do clube para segurança pessoal, segundo o MPSP.

O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, está sendo alvo de uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suposta apropriação indébita continuada. A acusação se refere ao suposto desvio de recursos do clube para financiar serviços de segurança pessoal.
A denúncia, apresentada à Justiça em 11 de setembro de 2026, tramita no Foro dos Juizados das Garantias da Capital. O MPSP alega que cerca de R$ 721.194,66 foram pagos à empresa Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026, com os serviços supostamente destinados apenas à segurança de Stábile e de familiares, e não à proteção institucional do Corinthians.
✨ O MP discute que os pagamentos à Bear Security começaram sem um contrato formal, que só foi assinado em março de 2026.
Ainda segundo a Promotoria, a empresa, que não possui autorização da Polícia Federal para oferecer esses serviços, é o único cliente desde sua fundação e está registrada em nome da esposa de um policial militar que tinha um vínculo anterior com a segurança de Stábile.
Além do ressarcimento dos valores supostamente indevidamente gastos, o MPSP solicita o pagamento de R$ 540.895,99 por danos morais à imagem do clube, além de medidas cautelares que limitariam o acesso de Stábile às dependências do clube e outros dirigentes.
O promotor Cássio Roberto Conserino destacou que a investigação revelou indícios de gestão temerária e risco à integridade do Corinthians. O MPSP também indicou que encaminhará os resultados da apuração à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.
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Jornalista especializado em Justiça

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