Relatório aponta aumento da violência contra jornalistas em 2025
Estudo revela quedas em certos casos, mas cenário ainda é preocupante.

De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, o Brasil registrou, em 2025, 66 casos de violência não letal contra jornalistas, afetando pelo menos 80 profissionais. Apesar da queda em relação ao ano anterior, os dados indicam a persistência de um cenário alarmante.
Episódios de Violência e Agressões Virtuais
Os dados revelam uma média de 2,5 mil agressões virtuais diárias contra integrantes da imprensa. A violência física, por sua vez, correspondeu a 39% dos casos, totalizando 26 episódios, com crescimento tanto no número de incidents quanto no total de vítimas.
✨ A região Sudeste foi responsável por 38% das ocorrências desse tipo de violência.
Os resultados foram apresentados no Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão 2025, pelo presidente da Abert, Cristiano Lobato Flôres, durante as comemorações do Dia do Jornalista, uma data criada em 1931 para honrar Líbero Badaró, que foi assassinado em 1830 por defender a liberdade de expressão.
Intimidações e Ameaças Crescentes
Além das agressões físicas, o relatório destaca um aumento substancial nas intimidações, com um total de dez casos registrados, marcando um aumento de 40% comparado a 2024. Além disso, foram observadas ameaças de morte, detenções e episódios de censura, acumulando um crescimento de 57% em relação ao período anterior.
Cenário Digital Desafiador
No espaço digital, a situação também se mostra difícil. Um estudo realizado pela empresa Bites, especializada em análise de dados, contabilizou cerca de 900 mil ataques à imprensa ao longo de 2025, ou seja, quase 2,5 mil por dia. Em 2024, esse número foi de aproximadamente 704 mil.
"As agressões no universo jornalístico mudaram, sendo a maioria agora perpetrada de forma virtual, o que muda o cenário de atuações na internet
O relatório também destaca o uso crescente de inteligência artificial na construção de uma percepção negativa sobre a imprensa. Ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok são cada vez mais usadas em disputas narrativas e podem manipular a forma como a mídia é percebida.
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