Investigação revela que Paulo Sérgio Neves de Souza orientava banqueiro em favor do Banco Master.

Um relatório da Polícia Federal (PF) revela que Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, atuou orientando Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o objetivo de influenciar interesses dentro da instituição.
De acordo com as investigações, Vorcaro estava potencialmente exercendo influência sobre integrantes do Banco Central por meio da obtenção e do compartilhamento de informações sigilosas, além de influenciar decisões. Essa análise foi divulgada na noite de quinta-feira, 10, após a decisão do ministro do STF, Edson Fachin, que derrubou o sigilo do caso.
✨ Paulo Sérgio orientava Vorcaro em reuniões relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), indicando como abordar assuntos do Banco Master.
Nas mensagens trocadas entre Paulo Sérgio e Vorcaro, há um momento em que o servidor do Banco Central informa ao banqueiro sobre uma reunião iminente com o FGC, mencionando que Ailton estaria bem posicionado se o Banco Master fosse o tema abordado. "Amanhã tem reunião com o FGC. Ele está bem posicionado caso surja o banco na conversa", escreveu Paulo Sérgio, à qual Vorcaro respondeu: "Ótimo".
Além disso, o relatório documenta que Paulo Sérgio sugeriu pontos que Vorcaro deveria levantar em reuniões com o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, oferecendo orientações sobre estratégias e governança. Em 2025, ele analisou um documento intitulado "Ofício Banco Master ao FGC", enviado por Vorcaro, e sugeriu a modificação de um parágrafo, que mencionava uma articulação de instituições para influenciar decisões do FGC.
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Jornalista especializado em Justiça

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