Em entrevista na Bienal do Livro, Cury criticou a gestão atual da PF e pediu mais autonomia à instituição.

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira a adoção de uma lista tríplice para a escolha do diretor-geral da Polícia Federal (PF) durante entrevista na Bienal do Livro, em São Paulo.
Cury fez sua declaração em meio à crise envolvendo o recente afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF, que ocorreu após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
✨ Para o candidato do Avante, a implementação da lista tríplice daria maior autonomia à PF, afastando interferências políticas.
Atualmente, a nomeação do diretor-geral da PF é realizada diretamente pelo presidente da República, procedimento que não exige lista tríplice ou validação pelo Congresso. O delegado Andrei Rodrigues, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu o comando em janeiro de 2023 e havia ocupado cargos de direção na PF anteriormente.
A proposta de Cury surge em um contexto de acirramento da crise institucional no STF, que se intensificou após revelações de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A decisão de Mendonça, que afastou Rodrigues, foi motivada por supostas irregularidades em um relatório de inteligência.
Embora tenha evitado comentar diretamente sobre a decisão de Flávio Dino, Cury manifestou sua tristeza com os eventos recentes e enfatizou a importância da prestação de contas por parte das autoridades públicas, abordando o impacto negativo que essas crises têm na percepção da sociedade sobre a Corte.
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Jornalista especializado em Política




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