Defesa do ex-jogador pede alívio em condenação ao STF

Os advogados de Robinho protocolaram um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 21, solicitando a concessão de liberdade condicional ao ex-jogador. Devido ao recesso da Corte, a solicitação será analisada pelo presidente em exercício, Alexandre de Moraes.
Paralelamente, os defensores tentam convencer o ministro Luiz Fux a reclassificar a condenação de Robinho, que foi sentenciado na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo. Eles argumentam que, sem a classificação de crime hediondo, o ex-atleta poderia cumprir os requisitos necessários para a progressão ao regime semiaberto, aberto e até mesmo para a liberdade condicional, considerando o tempo de remição já reconhecido.
Em novembro de 2025, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a alteração da natureza da condenação como crime hediondo. Essa decisão ainda não foi avaliada por Fux. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, a argumentação dos advogados de Robinho carece de fundamento, uma vez que a caracterização do crime hediondo é compatível com a execução da pena conforme a legislação brasileira.
✨ O crime de estupro é classificado como hediondo, independentemente de suas qualificações.
A reclassificação do crime pode facilitar a progressão de regime da pena, o que é crucial para a liberdade condicional de Robinho.
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Jornalista especializado em Justiça

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