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Justiça
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Rui Costa Pimenta e Henrique Áreas são processados por racismo

Líderes do PCO enfrentam acusação após polêmicas nas redes sociais

Giovani Ferreira18 de maio de 2026 às 15:20
Rui Costa Pimenta e Henrique Áreas são processados por racismo

Os líderes do PCO, Rui Costa Pimenta e Henrique Áreas, foram formalmente acusados na Justiça Federal de São Paulo por práticas supostamente racistas contra judeus nas mídias sociais.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, foi acolhida pela juíza Nathália Luchini, da 10ª Vara Criminal, em 14 de novembro. Segundo alegações do MPF, os réus incitaram a destruição de Israel, demonstrando apoio a grupos considerados terroristas e divulgando conteúdos que potencialmente promovem discriminação religiosa contra judeus.

Os acusados podem enfrentar sérias consequências legais devido às suas declarações nas redes sociais.

O processo teve início em outubro de 2023, a partir de uma representação da Confederação Israelita do Brasil, que argumentava que as falas dos líderes ultrapassavam o que seria uma crítica política aceitável. O MPF formulou a denúncia ao final de 2023, destacando a gravidade das alegações.

As defesas de Pimenta e Áreas questionaram a validade das provas digitais e a individualização das acusações, argumentando que suas manifestações constituem expressões de arte e crítica política ao governo israelense, com amparo na liberdade de expressão.

No entanto, a juíza Luchini contrapunha que os elementos apresentados na acusação caracterizam, em princípio, um crime, e que a discussão sobre a legitimidade das falas seria uma questão a ser avaliada durante o processo. Ela também autorizou a realização de uma perícia digital, atendendo a pedidos das defesas, para investigar a autenticidade do material.

Contexto

A Confederação Israelita do Brasil reiterou que críticas a governos e políticas são parte do debate democrático, mas que ataques à existência e dignidade de um povo se configuram como intolerância.

A reportagem busca uma resposta da presidência do PCO e aguarda esclarecimentos sobre o caso. Vale lembrar que, recentemente, José Maria de Almeida, presidente do PSTU, também foi condenado em um caso similar por discurso discriminatório em relação aos palestinos.

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