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Justiça
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Supremo confirma condenação de jornalista por ofensas a Silas Malafaia

Luiz Augusto Ferreira é punido por injúria e difamação

Acro Rodrigues12 de maio de 2026 às 21:35
Supremo confirma condenação de jornalista por ofensas a Silas Malafaia

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou, nesta terça-feira, 12, a condenação do jornalista Luiz Augusto Ferreira, que respondeu por injúria e difamação contra o pastor Silas Malafaia.

A decisão surgiu em decorrência de recursos que Ferreira protocolou em uma tentativa de reverter as punições impostas pelas instâncias inferiores da Justiça. A condenação originou-se de postagens que ele fez na internet, onde criticava a relação entre Malafaia e o então presidente Jair Bolsonaro.

STF reafirma limites da liberdade de imprensa ao condenar jornalista.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) entendeu que o conteúdo produzido por Ferreira ultrapassou a liberdade de imprensa e teve a intenção de provocar ofensas. A defesa do jornalista argumentou, ao levar o caso ao STF, que suas críticas deveriam ser consideradas dentro dos direitos de liberdade de expressão.

O relator do caso, ministro André Mendonça, destacou que o recurso exigiria uma reavaliação das provas, um procedimento não permitido nesta fase do processo. "Para mudarmos a situação, teríamos que investigar os elementos do tipo penal e considerar aspectos subjetivos da conduta", comentou Mendonça.

Os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques concordaram com a maioria e acompanharam o voto do relator. Toffoli, ao justificar sua posição, destacou que determinadas críticas de Ferreira cruzaram a linha entre a crença religiosa e a laicidade do Estado ao questionar a sinceridade da fé de Malafaia. 'Não está nos nossos braços avaliar a pureza da fé dos outros, essa é uma questão que pertence apenas a Deus', declarou.

Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes dissentiu, afirmando não ver excesso nas manifestações do jornalista e defendendo que os atos atribuídos não deveriam ser considerados ilícitos.

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