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política
2 min de leitura

STF analisa lei de 2012 que altera divisão de royalties do petróleo

Regras de partilha de recursos de petróleo são debatidas após 13 anos de controvérsias.

Gabriel Azevedo06 de maio de 2026 às 02:20
STF analisa lei de 2012 que altera divisão de royalties do petróleo

O Supremo Tribunal Federal (STF) começará a deliberar nesta quarta-feira (6) a respeito da constitucionalidade de uma lei de 2012 que regula a distribuição dos royalties provenientes da extração de petróleo entre estados e municípios.

Esse julgamento acontece 13 anos após a ministra Cármen Lúcia suspender a aplicação da legislação em questão. O tema chegou a ser pauta em 2020, mas foi retirado devido a pedidos de 17 governadores que buscavam um consenso com o governo federal.

Histórico do Caso

As ações que estão sendo analisadas discutem a validade da norma aprovada em 2012, que visa estabelecer uma partilha mais equitativa dos recursos oriundos da exploração de petróleo e gás. Os royalties são compensações financeiras pagas pelas empresas ao Estado pelo direito de extração, enquanto as participações especiais constituem um montante adicional cobrado em campos com alta produção ou rentabilidade.

Uma mudança na legislação pode provocar perdas significativas para os estados produtores, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

O estado do Rio de Janeiro, que considerou a lei como inconstitucional, levou a questão ao STF. Em 2013, a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar que bloqueou os efeitos da nova legislação, mantendo as regras vigentes. O debate gira em torno da conformidade da norma com a Constituição, especialmente no que tange à redução das desigualdades regionais.

Impactos da Redistribuição

Caso a lei de 2012 seja validada, a arrecadação de royalties e participações especiais será alterada significativamente. A União atualmente recebe cerca de 30% dos royalties, que diminuiria para 20% sob as novas regras. Já os estados e municípios produtores reduziriam sua fatia de 61% para 26%, enquanto o Fundo Especial dedicado aos estados não-produtores passaria de 8,75% para 54%.

Contexto

Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio estima que o estado e seus municípios poderiam perder aproximadamente R$ 21 bilhões anualmente caso a nova partilha seja aplicada.

  • 1Royalties e participações especiais são compensações financeiras.
  • 2A lei de 2012 visa uma distribuição mais igualitária.
  • 3Mudanças afetariam principalmente os estados produtores.

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