Votação sobre a separação dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça ficou 4 a 3.

A sessão desta terça-feira do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito das investigações sobre a relação de Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terminou sem definição. O placar foi encerrado em 4 votos a 3 para manter separadas as análises dos dois ministros.
O presidente da Corte e relator do caso, Edson Fachin, acompanhou a decisão junto aos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Em contrapartida, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise conjunta dos casos. O ministro Flávio Dino, que inicialmente se posicionou a favor da análise conjunta, mudou seu voto para solicitar um pedido de vista, permitindo uma análise mais aprofundada do caso por um prazo de 90 dias.
A crise no STF se intensificou após André Mendonça retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal relacionados ao Banco Master, ocasionando um confronto entre ele e Moraes. Um relatório relevante apresenta mensagens atribuídas a Vorcaro, que supostamente foram enviadas a Moraes, levando a investigações sobre encontros e relações comerciais do ex-banqueiro com membros do Judiciário.
✨ As investigações também focam na legalidade do relatório da Polícia Federal, que a PGR afirma ter sido irregular, enquanto Mendonça defende a legitimidade das ações.
Durante a sessão, as discussões acerca da atuação da Polícia Federal e as acusações entre ministros se intensificaram, refletindo a tensão existente sobre a condução das investigações e o acesso ao conjunto de provas obtidas.
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Jornalista especializado em Justiça

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