TJRS anula júri de mulher acusada de aborto sem provas concretas
Decisão ressalta ausência de evidências e vulnerabilidade da acusada

Em uma decisão impactante, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) revogou o júri popular de uma mulher acusada de cometer aborto em Porto Alegre. O tribunal concluiu, por maioria, que faltavam provas conclusivas sobre a autoria e a realização de um procedimento abortivo.
Insuficiência de Provas
Durante o julgamento, os magistrados enfatizaram que as evidências apresentadas eram insuficientes para comprovar que a gestante havia realizado o aborto de maneira intencional. Não houve exame pericial que identificasse práticas abortivas, levando à conclusão de que não havia como atribuir à mulher a responsabilidade pela expulsão fetal.
✨ A decisão do Tribunal destacou que o conhecimento da própria gestação pela mulher não estava comprovado.
Contexto da Decisão Judicial
A ausência de testemunhas e a forma como o feto foi descartado também foram pontos considerados insuficientes para comprovar que o aborto foi provocado. O TJRS indicou que a prova de manipulação intencional não se sustentava, especialmente em um contexto de vulnerabilidade.
✨ O tribunal aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, reconhecendo o alto grau de vulnerabilidade física e emocional da acusada.
A decisão ressaltou que a mulher se encontrava em uma situação de extremo estresse ao dar à luz sozinha, o que contribuiu para a análise de seu estado.
Importância da Prova Técnica
A tese fixada pelo julgamento enfatiza que, para a pronúncia por crimes de aborto, são necessárias provas técnicas claras e evidências contundentes, algo que não se comprovou nesse caso específico.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Justiça bloqueia perfis de médica por desinformação sobre vacinas
Decisão visa proteger saúde pública e credibilidade da Fiocruz

Moraes impõe prazo à CGU sobre investigações de joias de Bolsonaro
Controle sobre a solicitação de provas envolve ex-presidente e investigações em curso

STF analisa responsabilização de big techs após voto de Toffoli
Corte retoma julgamento que pode mudar a responsabilidade das plataformas digitais

Corrupção na Petrobras: seis condenados por esquema de licitações
Grupo fraudou contratos e pagou propinas entre 2004 e 2014





