Unicamp: Investigação sobre Furto de Material Biológico Envolve Marido de Pesquisadora
Michael Edward Miller é investigado após o flagrante da pesquisadora Soledad Palameta Miller.

A Polícia Federal está apurando a possível participação de Michael Edward Miller, esposo da pesquisadora Soledad Palameta Miller, no roubo de material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Soledad, que é docente na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), foi detida pela PF na segunda-feira, 23, e está sendo investigada em um inquérito policial que teve início a partir de um relatório da própria universidade sobre a perda de material.
Na tarde de terça-feira, 24, a Justiça Federal concedeu à professora a liberdade provisória. A Operação incluiu a execução de dois mandados de busca e apreensão, autorizados pela 9ª Vara Federal de Campinas, onde o material em questão foi encontrado e enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para avaliação.
✨ As investigações continuam para elucidar os fatos, e os envolvidos responderão por crimes como furto qualificado e transporte irregular de organismos geneticamente modificados.
"A defesa de Soledad optou por não comentar o caso devido ao sigilo determinado pela Justiça, afirmando que manterá suas manifestações dentro do âmbito judicial.
Soledad é alvo de investigação por possíveis atos de produção, armazenamento e movimentação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) sem as devidas autorizações, o que fere normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e outros órgãos reguladores.
Sobre Soledad Palameta Miller
Nascida na Argentina, Soledad é biotecnologista formada pela Universidade Nacional de Rosario e possui doutorado em Ciências na Unicamp. Ela também teve experiência no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde trabalhou com terapia de câncer.
Após ser detida, Soledad foi liberada judicialmente no dia seguinte, com a condição de comparecer mensalmente à Justiça e se afastar dos laboratórios da Unicamp. A reitoria da universidade declarou que está cooperando com as investigações da PF e instaurou uma sindicância interna para apurar a situação.
"A Unicamp afirma que permanecerá à disposição das autoridades competentes, assegurando que os detalhes do caso não sejam divulgados para não prejudicar as investigações.
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