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Justiça
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Unifesp Localiza Cela da Ditadura Militar Onde Vladimir Herzog Foi Morto

Investigação revela o local do assassinato simulado do jornalista ocorrido em 1975

Mariana Souza01 de abril de 2026 às 09:30
Unifesp Localiza Cela da Ditadura Militar Onde Vladimir Herzog Foi Morto

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez uma importante descoberta ao identificar a cela da qual membros da ditadura militar encenaram o suicídio do jornalista Vladimir Herzog. O caso ocorreu em 25 de outubro de 1975, no DOI-Codi, um órgão repressivo do regime militar que atuou sob a supervisão do Exército entre 1969 e 1983.

Relevância do Achado

Deborah Neves, especialista em história e pós-doutoranda na Unifesp, ressaltou a importância desta identificação tanto sob o aspecto histórico quanto jurídico. Segundo ela, "A descoberta do local onde foi encenada a morte de Vlado apresenta evidências sólidas de fraudes perpetradas pelo Estado. É um passo essencial para reconhecer um espaço que foi palco de mentiras oficiais, reveladas apenas meio século depois, graças ao tombamento e às pesquisas de instituições acadêmicas".

Mais de 50 anos após seu assassinato, o local exato do suicídio simulado ainda era desconhecido.

Os pesquisadores identificaram a sala específica dentro do prédio que serviu de palco para a cena forjada. Herzog foi fotografado pendurado pelo pescoço em um cinto, enquanto seus pés arrastavam no chão devido à altura da janela onde foi colocado. A análise de sua autópsia revelou marcas de tortura, evidenciando a brutalidade do regime militar.

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A solução do mistério foi alcançada a partir de evidências periciais e arquitetônicas que confirmaram a localização da cela, agora identificada como o local da icônica fotografia da época.

Contexto Histórico

Vladimir Herzog, um jornalista proeminente, foi assassinado durante a repressão militar no Brasil. Sua morte provocou revolta e indignação, tornando-se um símbolo da resistência contra a ditadura.

Análise Criteriosa

A pesquisa também incluiu examinar laudos periciais do assassinato de José Ferreira de Almeida, um militante que sofreu a mesma sorte que Herzog, e que foi assassinado dois meses antes. A coincidência entre os casos foi essencial para esclarecer os detalhes do local onde ambos foram encontrados.

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A semelhança entre os dois casos foi crucial para a conclusão da equipe de pesquisa sobre a cela utilizada no caso Herzog.

  • 1Identificação da cela no DOI-Codi
  • 2Evidências documentais e periciais
  • 3Análise comparativa de fotografias históricas
  • 4Uma nova luz sobre a repressão

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