Desmatamento na Mata Atlântica cai 28%, mas Bahia lidera área destruída
Dados da Fundação SOS Mata Atlântica mostram redução significativa em 2025

Em 2025, a área desmatada na Mata Atlântica alcançou 38.385 hectares, uma redução de 28% se comparada ao ano anterior, quando o total foi de 53.303 hectares. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (13) pela Fundação SOS Mata Atlântica, com informações do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), desenvolvido em parceria com o MapBiomas e a Arcplan desde 2022.
Estados com redução no desmatamento
O monitoramento indicou que 11 dos 17 estados que compõem o bioma apresentaram uma diminuição nas taxas de derrubadas. Apesar da queda, Bahia e Piauí se destacaram como os estados com as maiores áreas desmatadas em 2025. A Bahia se manteve na liderança com 17.635 hectares, seguida por Minas Gerais (10.228 hectares), Piauí (4.389 hectares) e Mato Grosso do Sul (1.962 hectares). Estes quatro estados juntos representam impressionantes 89% do total desmatado.
✨ 96% da área desmatada foi convertida para uso agropecuário, com sinais de ilegalidade.
A Fundação SOS Mata Atlântica também revelou que a maior parte da área suprimida tem indícios de uso ilegal, voltada principalmente para atividades agropecuárias. Detalhes sobre os outros estados, que reportaram menores perdas inferiores a mil hectares, não foram incluídos no relatório.
Queda adicional em florestas maduras
Outro aspecto preocupante, destacado pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, realizado em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revela uma queda ainda mais alarmante nas florestas maduras. O desmatamento nesta categoria caiu de 14.366 hectares em 2024 para 8.668 hectares em 2025, uma queda de 40%. Essa é a primeira vez desde 1985 que a perda anual ficou abaixo de 10 mil hectares.
✨ Resultados positivos estão ligados à fiscalização e embargos em áreas desmatadas ilegalmente.
A SOS Mata Atlântica atribui essa redução a medidas de fiscalização, como embargos remotos e restrições de crédito em áreas desmatadas de forma ilegal. Contudo, a continuidade desse progresso dependerá da manutenção dessas práticas e da proteção dos instrumentos legais de controle no bioma.
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