Ministério da Fazenda apresenta proposta do comércio de carbono
Proposta define atividades econômicas que precisarão monitorar emissões

A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, vinculada ao Ministério da Fazenda, divulgará hoje (19) uma proposta inicial para a definição da cobertura setorial do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que irá exigir que determinadas atividades econômicas monitorem, relatem e verifiquem suas emissões de gases de efeito estufa.
A versão final deste normativo está prevista para ser anunciada no segundo semestre de 2026. Antes disso, a proposta será submetida ao Comitê Técnico Consultivo Participativo (CTCP), que supervisiona a implementação do sistema.
✨ A definição da cobertura setorial é fundamental para determinar quais setores econômicos entrarão no SBCE e o cronograma para essa inclusão.
Embora a proposta sugira uma inclusão gradual dos setores, detalhes sobre quais atividades específicas serão afetadas, limites de emissões e exigências não foram divulgados até o momento. O cronograma oficial também prevê uma consulta pública em julho após a apresentação ao comitê.
O Ministério da Fazenda destaca que a elaboração da proposta está sendo realizada em colaboração com oficinas setoriais e três grupos de trabalho focados, buscando integrar as contribuições de representantes da indústria, sociedade civil e outras partes interessadas.
A definição da cobertura setorial é especialmente relevante para o setor produtivo, pois determinará quais atividades terão a responsabilidade de monitorar e relatar suas emissões. Para o agronegócio e a agroindústria, o impacto será diretamente proporcional à lista final de setores que será liberada, informação que ainda não está disponível.
A próxima fase envolve um debate técnico no CTCP, seguido pela consulta pública, até que a versão final do normativo seja divulgada.
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