Ministérios lançam grupo para desenvolver créditos de carbono
Objetivo é estruturar projetos de créditos em terras públicas federais

O Ministério da Fazenda, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, instaurou um grupo de trabalho interministerial para abordar os desafios e as oportunidades na criação de projetos de créditos de carbono em terras federais.
Criado pela Portaria Interministerial 69 em maio de 2026, o grupo terá 60 dias para fornecer um diagnóstico e sugestões para a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
✨ Grupo inclui órgãos como Incra, AGU, Funai, ICMBio e Serviço Florestal Brasileiro.
A iniciativa visa estabelecer critérios para a geração de créditos de carbono com foco em integridade, governança e divisão de benefícios. Entre os desafios mencionados, destacam-se a regularização fundiária e a implementação de projetos em áreas coletivas.
Contexto
Essas questões impactam diretamente agricultores familiares e comunidades tradicionais, que podem ser afetados por normas sobre uso da terra, contratos e divisão de receitas.
As orientações do grupo auxiliarão na emissão dos Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs), com cada certificado representando 1 tonelada de CO2 equivalente evitada ou removida.
No mercado regulado, o SBCE irá fixar limites de emissões para diferentes setores, permitindo que empresas compensem suas emissões adquirindo esses certificados. Por outro lado, o mercado voluntário continuará atuando sem supervisão governamental direta, embora possa incorporar metodologias certificadas no futuro.
De acordo com projeções do Banco Mundial, esse mercado pode gerar um movimento financeiro de R$ 142 bilhões até 2050, podendo adicionar até 8,5% ao PIB brasileiro nesse mesmo período.
As implicações para o setor agropecuário dependem das regulamentações finais, incluindo critérios de elegibilidade para as áreas e a participação das partes interessadas, aspectos que ainda precisam ser esclarecidos pelo grupo técnico.
Até que o relatório final seja apresentado, o cenário permanece em desenvolvimento. A criação de regras unificadas, metodologias aceitas e uma estrutura de governança clara serão essenciais para garantir a operação dos projetos de carbono em áreas federais com segurança jurídica.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de meio-ambiente

Acre: Ibama e PRF apreendem 700 kg de pescado ilegalmente transportado
Operação visa coibir práticas irregulares no transporte de pescado, especialmente antes da Semana Santa.

Brasil enfrenta desafios no mercado de carbono regulado
Faltam medidas eficazes para garantir a integridade dos créditos de carbono

Ibama apreende 1.250 quilos de camarão irregular em Guarulhos
Carga de peixe sem comprovação de origem era destinada a Manaus

Brasil é o 4º em contaminação das praias por bitucas de cigarro
Estudo revela que praias brasileiras têm níveis alarmantes de resíduos, superando a média mundial.





