Ações são intensificadas em resposta ao El Niño e estiagem severa

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) está formando uma força-tarefa dedicada ao monitoramento e à prevenção de queimadas durante o verão amazônico de 2026, em resposta ao alerta sobre a possibilidade de um período prolongado de estiagem e o impacto do fenômeno El Niño.
Anunciada em uma reunião no dia 30 de janeiro, a iniciativa conta com a colaboração de promotores de Justiça e equipes técnicas atuantes em diferentes comarcas do estado, que se uniram para alinhar estratégias diante da previsão de um cenário climático mais severo.
✨ As previsões indicam um El Niño de intensidade moderada a severa, que pode reduzir a quantidade de chuvas e elevar as temperaturas na Amazônia.
Embora o fenômeno da estiagem seja habitual na região, a combinação de secas prolongadas, altas temperaturas e baixa umidade pode potencializar o risco de incêndios florestais. Especialistas alertam que o El Niño pode impactar a formação de nuvens e prolongar as secas, afetando negativamente o ecossistema e a qualidade do ar.
A estratégia de intervenção do MPPA se concentrará em municípios que registraram altos índices de focos de calor nos anos anteriores, como Marabá, Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu. As regiões prioritárias foram destacadas durante a reunião convocada pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Tourinho.
"Este ano de 2026 é muito mais preocupante que os anos anteriores. Os fatores associados aos fenómenos climáticos poderão elevar drasticamente o risco de queimadas e incêndios florestais.
Além dos danos ao meio ambiente, o MPPA também se preocupa com os impactos sociais. A fumaça proveniente das queimadas pode afetar a saúde das populações vulneráveis, como crianças e idosos, e a destruição das florestas compromete a subsistência de comunidades locais que dependem da natureza para viver.
Os promotores foram instruídos a instaurar Procedimentos Administrativos para acompanhar a implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e combate ao fogo, além de fiscalizar as ações das prefeituras. A engenheira florestal Yasmin Andrade Ramos, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, também participou da reunião, destacando a importância do compartilhamento de dados e imagens de satélites para melhorar a atuação das equipes de fiscalização.
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