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Meio Ambiente
2 min de leitura

El Niño pode agravar seca e incêndios no Brasil em 2026

Governo federal se prepara para cenários extremos de estiagem e queimadas.

Acro Rodrigues07 de junho de 2026 às 03:55
El Niño pode agravar seca e incêndios no Brasil em 2026

Técnicos do governo federal estimam uma probabilidade de 70% de que um El Niño forte ou muito forte ocorra em 2026, ameaça que pode intensificar a seca e aumentar o risco de incêndios florestais no Brasil.

Criação de sala de situação para monitorar os impactos do fenômeno.

Uma sala de situação foi formada para monitorar as projeções do fenômeno climático, em colaboração com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que confirmou a alta probabilidade de um El Niño significativo neste ano. Esse fenômeno pode resultar em extremidades climáticas, como chuvas intensas e secas prolongadas.

O período entre junho e agosto é crucial para a formação do El Niño, e há previsão de que seus efeitos se estendam até o final de 2026 e início de 2027, especialmente no último trimestre, que pode intensificar os incêndios florestais.

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Se o El Niño se mostrar mais intenso, enfrentaremos uma seca mais prolongada entre outubro e novembro. Temos seis meses para nos preparados para esse período crítico.”

André Lima, secretário do MMA.

Embora a intensidade do fenômeno não garanta os seus impactos, medidas preventivas estão sendo implementadas. Em resposta às previsões, o governo federal intensifica suas ações de prevenção e combate a incêndios.

  • 1Reforço de 4.385 brigadistas federais para 2026.
  • 2Aumento do orçamento do Fundo Amazônia para ações fora da região amazônica.
  • 3R$ 150 milhões destinados a estados afetados no controle de incêndios.
  • 4Instalação de bases avançadas em regiões críticas como o Pantanal e Amazônia.

Além de ações federais, o apoio é direcionado aos municípios, com a destinação de R$ 30 milhões para 30 localidades prioritárias no combate a incêndios. A coordenação enfatiza que a responsabilidade perante a situação deve ser compartilhada entre governo e propriedades privadas, conforme a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

A CNM (Confederação Nacional de Municípios) também orientou que gestores municipais se preparem para os impactos do fenômeno, apontando fragilidades estruturais na resposta a desastres naturais, aumentando as perdas econômicas e sociais.

Os especialistas continuam a acompanhar a situação, com reuniões mensais programadas para atualizar as previsões e preparar a população para potenciais desastres.

Impactos esperados por região

No Norte e Nordeste, espera-se redução das chuvas e aumento das temperaturas. Já no Sudeste e Centro-Oeste, a estação chuvosa pode ser comprometida, afetando o abastecimento hídrico.

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