El Niño pode agravar seca e incêndios no Brasil em 2026
Governo federal se prepara para cenários extremos de estiagem e queimadas.

Técnicos do governo federal estimam uma probabilidade de 70% de que um El Niño forte ou muito forte ocorra em 2026, ameaça que pode intensificar a seca e aumentar o risco de incêndios florestais no Brasil.
✨ Criação de sala de situação para monitorar os impactos do fenômeno.
Uma sala de situação foi formada para monitorar as projeções do fenômeno climático, em colaboração com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que confirmou a alta probabilidade de um El Niño significativo neste ano. Esse fenômeno pode resultar em extremidades climáticas, como chuvas intensas e secas prolongadas.
O período entre junho e agosto é crucial para a formação do El Niño, e há previsão de que seus efeitos se estendam até o final de 2026 e início de 2027, especialmente no último trimestre, que pode intensificar os incêndios florestais.
"Se o El Niño se mostrar mais intenso, enfrentaremos uma seca mais prolongada entre outubro e novembro. Temos seis meses para nos preparados para esse período crítico.”
Embora a intensidade do fenômeno não garanta os seus impactos, medidas preventivas estão sendo implementadas. Em resposta às previsões, o governo federal intensifica suas ações de prevenção e combate a incêndios.
- 1Reforço de 4.385 brigadistas federais para 2026.
- 2Aumento do orçamento do Fundo Amazônia para ações fora da região amazônica.
- 3R$ 150 milhões destinados a estados afetados no controle de incêndios.
- 4Instalação de bases avançadas em regiões críticas como o Pantanal e Amazônia.
Além de ações federais, o apoio é direcionado aos municípios, com a destinação de R$ 30 milhões para 30 localidades prioritárias no combate a incêndios. A coordenação enfatiza que a responsabilidade perante a situação deve ser compartilhada entre governo e propriedades privadas, conforme a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.
A CNM (Confederação Nacional de Municípios) também orientou que gestores municipais se preparem para os impactos do fenômeno, apontando fragilidades estruturais na resposta a desastres naturais, aumentando as perdas econômicas e sociais.
Os especialistas continuam a acompanhar a situação, com reuniões mensais programadas para atualizar as previsões e preparar a população para potenciais desastres.
Impactos esperados por região
No Norte e Nordeste, espera-se redução das chuvas e aumento das temperaturas. Já no Sudeste e Centro-Oeste, a estação chuvosa pode ser comprometida, afetando o abastecimento hídrico.
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