Estudo destaca a importância da conectividade dos rios e o impacto da mineração na região

Um novo relatório destaca que a Bacia Amazônica abriga mais de 2,7 mil espécies de peixes de água doce, representando cerca de 15% das espécies conhecidas mundialmente. Aproximadamente dois terços dessas espécies são exclusivas da região.
Elaborado pela The Nature Conservancy (TNC) com a colaboração de mais de 50 especialistas de 30 organizações, o estudo enfatiza o papel fundamental desses peixes na manutenção dos ecossistemas da Amazônia e na dinâmica dos rios.
✨ Espécies como tambaqui e pacu são vitais para a dispersão de sementes, enquanto a dourada realiza migrações de até 11 mil quilômetros ao longo de sua vida.
Entretanto, a pesquisa alerta sobre os impactos negativos das barragens no rio Madeira, que têm contribuído para a diminuição dos estoques pesqueiros e a perda de atividades pesqueiras históricas, como a da Cachoeira do Teotônio.
O relatório também relaciona a conservação dos rios à segurança alimentar e à economia local, destacando que algumas comunidades ribeirinhas consomem até 600 gramas de peixe por pessoa diariamente, além de capturarem pelo menos 200 espécies comercialmente.
Pressões como hidrelétricas, desmatamento, poluição, pesca excessiva, mudanças climáticas e garimpo afetam a biodiversidade local. A mineração de ouro, por exemplo, é responsável por 83% das emissões de mercúrio por atividades humanas na América do Sul.
A pesquisa também identificou 155 iniciativas de manejo comunitário de pesca em países como Brasil, Peru, Bolívia e Colômbia, que abrangeram quase 13 milhões de hectares e beneficiaram mais de 1,2 mil comunidades.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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