Agergs alerta sobre desafios para universalização do saneamento até 2033

A crescente preocupação com a cobertura de saneamento no Rio Grande do Sul foi destacada pela Agergs, que sinaliza a incerteza sobre o cumprimento das metas de universalização estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
Atualmente, o estado, o quarto mais próspero do Brasil, precisa triplicar sua cobertura de esgoto até 2033, implicando investimentos significativos que podem chegar a R$ 21 bilhões. Os dados do Instituto Trata Brasil mostram que apenas 34,7% do esgoto é coletado e 25,4% é tratado.
Após a privatização da Corsan no final de 2022, a Aegea assumiu a operação em 317 municípios, mas enfrenta desafios como falta de mão de obra e equipamentos, além de mudanças em sua estrutura organizacional. Marcelo Spilki, presidente da Agergs, expressou incertezas sobre se o estado conseguirá atender às metas.
"As eleições e os eventos climáticos são fatores que dificultam o aumento da cobertura de saneamento. Mesmo com os novos investimentos, a situação ainda é delicada.”
✨ O estado precisa investir cerca de R$ 21 bilhões para triplicar a cobertura de saneamento até 2033.
O Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020, estabelece que 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
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