Voltar
mercado-financeiro
2 min de leitura

Aumento no preço do açúcar impulsionado pela oferta e petróleo

Ascensão nos preços do adoçante é reflexo de ajustes na oferta global.

Fernanda Lima01 de junho de 2026 às 16:55
Aumento no preço do açúcar impulsionado pela oferta e petróleo

Os preços do açúcar na bolsa de Nova York registraram uma valorização significativa de 2,77%, atingindo 14,45 centavos de dólar por libra-peso, impulsionados por uma previsão ajustada na oferta global e pelo impacto crescente do petróleo no mercado.

Segundo Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, a recente diminuição na estimativa de superávit global para a safra 2025/26, reduzido de 11 milhões para 6 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi um fator determinante para essa alta.

O superávit para o ciclo 2026/27 é esperado em apenas 4 milhões de toneladas.

Adicionalmente, a elevação acima de 5% no preço do petróleo também influencia as decisões das usinas, que podem optar por produzir mais etanol em vez de açúcar, estreitando a oferta do adoçante.

Muruci destacou que, mesmo com potenciais quedas no preço do petróleo, o açúcar pode continuar a manter uma tendência de alta, possivelmente alcançando entre 15 e 16 centavos até o final de junho, considerando as preocupações em relação ao impacto do fenômeno El Niño na produção na Ásia e no Brasil.

Situação do Algodão e Outras Commodities

Além do açúcar, o algodão também viu um aumento em sua cotação. Os contratos para julho subiram 0,64%, atingindo 76,64 centavos de dólar por libra-peso.

Por outro lado, o mercado de suco de laranja concentrado enfrentou uma queda acentuada de 5,81%, fechando a sessão a US$ 1,50 a libra-peso.

O café, por sua vez, seguiu uma tendência de desvalorização, com os lotes de arábica para julho caindo 1,88%, a US$ 2,6060 a libra-peso, influenciado pelas notícias sobre a colheita do Brasil, principal produtor global dessa variedade.

Já o cacau registrou uma leve queda, com preços das amêndoas para julho recuando 0,71%, para US$ 3.895 a tonelada.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de mercado-financeiro