Mercados agrícolas reagem à desvalorização da moeda americana

As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York, conhecidas como soft commodities, começaram a semana em ascensão, impulsionadas pela desvalorização do dólar. No destaque do dia, o preço do cacau subiu 5,13%, sendo cotado a US$ 6.069 por tonelada.
Segundo uma análise da consultoria Barchart, o aumento do cacau foi favorecido pela queda do dólar no mercado externo. O índice DXY, que avalia a força da moeda americana frente a outras economias emergentes, alcançou seu menor nível em quase três meses. Essa situação geralmente favorece ativos precificados em dólar, como as commodities agrícolas.
Além disso, o cacau está encontrando suporte em meio às incertezas climáticas trazidas pelo fenômeno El Niño, que pode afetar a safra de 2026/27 no oeste africano, responsável por cerca de 70% da produção mundial de amêndoas.
O café arábica apresentou um comportamento volátil, mas voltou a registrar alta após uma leve queda na sessão anterior, com os contratos para dezembro subindo 1,15% e cotados a US$ 3,1790 por libra-peso. A valorização do café é atribuída à desvalorização do dólar, à diminuição dos estoques de café certificado e ao atraso na colheita da safra brasileira.
No caso do açúcar, os preços também fecharam em alta. Os contratos do açúcar demerara para outubro subiram 1,63%, atingindo 16,87 centavos de dólar por libra-peso.
Finalmente, o preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) manteve-se elevado, mesmo após um aumento de 4% na última sessão. Os contratos para setembro avançaram 1,21%, cotados a US$ 1,4680 por libra-peso.
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