Cacau tem alta expressiva após breve queda na NYSE
Futuros do cacau alcançam maior preço desde janeiro de 2023.

Após uma breve baixa, os preços do cacau na Bolsa de Nova York voltaram a disparar, registrando um aumento de 12,60%, alcançando US$ 4.709 por tonelada nesta segunda-feira (11/5). Essa elevação é a maior desde 20 de janeiro e ocorre em um contexto de instabilidades políticas e preocupações climáticas na África Ocidental, principal região produtora.
✨ Os futuros do cacau já apresentam nove altas nos últimos dez pregões.
Lucca Bezzon, analista da StoneX, observa que, apesar de a direção futura dos preços ser incerta, a expectativa sobre o fenômeno El Niño tem ganhado destaque entre os investidores. Ele alerta que esse fenômeno pode impactar a safra de 2026/27, que começa em outubro, e possui 61% de chances de se manifestar no segundo semestre, coincidente com a colheita.
A tensão em torno da nova safra aumentou nas últimas semanas, com consultorias reportando níveis de vagens de cacaueiros na África Ocidental abaixo da média, reavivando temores de possíveis perdas na produção. Bezzon ressalta que, embora esses fatores ainda sejam preliminares, eles lembram a crise de safra de 2023/24.
Café, algodão e açúcar
O café arábica também teve um desempenho positivo, subindo 2,73%, cotado a US$ 2,8230 a libra-peso, impulsionado pela diminuição dos estoques certificados. Já o algodão apresentou uma alta significativa de 3,59%, com contratos de julho fechando a 87,77 centavos de dólar a libra-peso.
No mercado de açúcar, o preço subiu devido a novas altas no petróleo, com contratos do açúcar demerara para julho avançando 1,50%, a 14,91 centavos de dólar a libra-peso. O aumento das cotações do petróleo, que ultrapassou os US$ 100 por barril, impacta a produção de etanol, favorecendo o açúcar.
Por fim, o suco de laranja concentrado e congelado teve uma leve alta de 0,22%, com os lotes para julho cotados a US$ 1,8360 a libra-peso.
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