Café tem alta com clima desfavorável e conflitos globais
Fatores climáticos e geopoliticos impulsionam preços do café e do cacau

O preço do café subiu levemente na bolsa de Nova York devido a condições climáticas adversas no Brasil, o principal produtor global da variedade arábica.
Nesta segunda-feira, os contratos para entrega em julho avançaram 0,12%, alcançando US$ 2,9625 por libra-peso. Segundo a Barchart, essa foi a maior cotação em duas semanas, impulsionada pela precipitação abaixo da média nas áreas cafeeiras do Brasil.
Impacto das Condições Climáticas
A Somar Meteorologia relatou que Minas Gerais, a região líder na produção do café arábica no Brasil, recebeu apenas 4,2 mm de chuva na última semana, o que corresponde a apenas 20% da média histórica. Além disso, a guerra no Oriente Médio, especialmente o fechamento do Estreito de Ormuz, também tem agravado o cenário.
"O fechamento da hidrovia aumentou as taxas de frete marítimo, os custos de seguro e de combustível, elevando os custos para importadores e torrefadores de café
Outros Produtos Agrícolas
O cacau também começou a semana em alta, com contratos de julho fechando com uma elevação de 1,14%, precificados em US$ 3.365 por tonelada. Apesar da previsão de superávit na safra de 2025/26, o clima ainda levanta preocupações sobre as produções na Costa do Marfim e Gana.
✨ A possibilidade de chuvas abaixo da média nas próximas semanas pode impactar o desenvolvimento dos frutos.
Enquanto isso, o mercado de suco de laranja viu uma correção, com preços caindo 0,99%, cotados a US$ 1,9550 por libra-peso, refletindo um dia de realização de lucros.
No mercado do algodão, os contratos para julho avançaram 1,73%, fechando a 76,63 centavos por libra-peso, enquanto o açúcar sofreu uma leve baixa, com os contratos de demerara registrando queda de 0,07%, a 13,88 centavos por libra-peso.
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