Mercado global de cacau enfrenta pressão com tensões geopolíticas
Conflitos no Oriente Médio impactam custos e logística da commodity

O mercado global de cacau enfrenta desafios importantes devido ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que tem gerado impactos diretos nos preços de energia, fretes e seguros.
Essas pressões impulsionam o prêmio de risco global e afetam a dinâmica do mercado de cacau, enquanto fatores climáticos e a relação entre oferta e demanda permanecem como temas cruciais para os agentes do setor.
✨ A safra 2025/26 deve apresentar um superávit de 356 mil toneladas, segundo a Hedgepoint Global Markets.
Esse superávit é um reflexo de uma recuperação parcial na produção e da queda na demanda, evidenciando a sensibilidade do mercado a alterações nos fundamentos, especialmente com a possibilidade crescente do fenômeno El Niño.
""As interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho estão encarecendo fretes e seguros, impactando a logística global"
Esse cenário não apenas encarece custos de transporte, mas também influencia os preços de energia e fertilizantes, aumentando os riscos inflacionários no setor.
Desempenho da Demanda
No que diz respeito à demanda, a Ásia registrou um desempenho positivo no início de 2026. A Malásia, por exemplo, viu um crescimento de 8,7% na moagem, contribuindo para um total de 5,2% de aumento na moagem na região, que representa 23% do processamento global.
Em contraste, a Europa experimentou uma queda de 7,8% na moagem, influenciada pela redução nas importações líquidas, enquanto os Estados Unidos também relataram uma retração no processamento de cacau.
Desafios no Brasil
A indústria brasileira de cacau enfrenta desafios adicionais, incluindo restrições nas importações e incertezas regulatórias, resultando em uma leve queda na moagem no primeiro trimestre.
Perspectivas Futuras
Os principais países produtores de cacau estão em uma fase de transição entre a safra intermediária e o ciclo de florescimento que precede a safra 2026/27, gerando apreensão em relação às condições climáticas.
Especialistas, como Carolina França, alertam que a maior probabilidade de ocorrência do El Niño pode agravar os riscos para as commodities agrícolas, com potenciais temperaturas extremas esperadas até o final de 2026 e início de 2027.
Embora a previsão de superávit para a safra 2025/26 pareça positiva, o mercado continua vulnerável a oscilações de curto prazo. Alterações em fatores climáticos ou na demanda podem rapidamente inverter o equilíbrio do setor.
""Mudanças em qualquer fundamento podem alterar significativamente esse equilíbrio"
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