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Petróleo encerra semana em queda devido a dados de oferta e demanda

Volatilidade no mercado acompanha cúpula entre EUA e China

Mariana Souza13 de maio de 2026 às 16:45
Petróleo encerra semana em queda devido a dados de oferta e demanda

Os contratos futuros de petróleo registraram uma queda significativa na quarta-feira, 13, em um dia caracterizado por intensa volatilidade após a divulgação de dados sobre a oferta e demanda mundial. O mercado também reagiu à inflação ao produtor nos EUA, que superou as expectativas, e à chegada do presidente Donald Trump a Pequim para uma cúpula com Xi Jinping.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI com vencimento em junho recuou 1,13%, equivalente a US$ 1,16, fechando a US$ 101,02 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o Brent para julho caiu 1,98%, ou US$ 2,14, para US$ 105,63 por barril.

Dados impactantes sobre a demanda

Essas oscilações ocorreram após a Opep ter reduzido sua estimativa de crescimento da demanda global por petróleo em 200 mil barris por dia para 2026, enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) projetou uma retração de 420 mil barris por dia na demanda deste ano, uma revisão significativa em relação à previsão anterior de queda de 80 mil barris.

Além disso, a AIE alertou que a oferta do petróleo pode continuar limitada por meses, mesmo com a reabertura das rotas no Estreito de Ormuz. Nos EUA, a última semana teve uma redução nos estoques de petróleo em 4,306 milhões de barris, um número superior ao esperado.

Queda nos estoques de petróleo e estimativas de demanda mais baixas impactam o preço.

Konstantinos Chrysikos, da Kudotrade, observou que a baixa registrada na quarta-feira pode ser vista como uma correção técnica, já que os preços haviam subido nas três sessões anteriores. Ele também alertou que a situação no mercado pode mudar rapidamente caso haja um agravamento do conflito com o Irã.

Conforme analisou Alex Kuptsikevich, da FxPro, os preços do petróleo não avançaram mais devido a uma combinação de fatores, incluindo altos estoques globais, especialmente na China, e exportações robustas dos EUA, além de alternativas de transporte utilizadas por produtores do Golfo. O mercado deve continuar sensível às revisões de demanda, níveis de estoque e às dinâmicas diplomáticas entre os EUA e a China.

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