Mercado reage a incertezas geopolíticas e alta do dólar

Os contratos de ouro e prata registraram uma queda significativa nesta sexta-feira, 15, no cenário internacional. O movimento ocorre devido à reavaliação das posições dos investidores, especialmente após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, que não trouxe avanços relevantes nas questões geopolíticas.
A valorização do dólar, acompanhada do aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, também impactou negativamente os metais preciosos. Na Commodity Exchange (Comex), parte da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega para junho teve uma queda de 2,63%, encerrando o dia cotado a US$ 4.561,90 por onça-troy. Em termos semanais, a perda acumulada ficou em 3,6%.
Já a prata, com vencimento em julho, viu seu valor cair 9,12%, finalizando a negociação a US$ 77,547 por onça-troy, refletindo uma queda semanal de 4,10%. Essa variação acentuada em seu preço destaca a sensibilidade desse metal às percepções sobre risco global e taxas de juros.
✨ A possibilidade de aumento das taxas de juros nos EUA em dezembro de 2026 está voltando ao foco, segundo o CME Group.
Analistas da Forex.com afirmam que indicadores econômicos mais robustos nos Estados Unidos indicam uma postura monetária mais restritiva, o que tende a diminuir o interesse pelos metais preciosos, que não geram rendimento, favorecendo investimentos atrelados a juros.
Além disso, o endurecimento das relações entre Washington e Teerã, sem mudanças significativas após o encontro entre os líderes, também mantém os mercados em alerta, contribuindo para a valorização de ativos como petróleo e Treasuries, o que exerce pressão adicional sobre ouro e prata.
Outro ponto relevante a ser monitorado é a política de importação da Índia, uma das maiores consumidoras de ouro globalmente. Restrições no volume e aumento de taxas podem impactar a demanda no país, de acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg.
A curto prazo, as flutuações dos preços de ouro e prata deverão permanecer ligadas ao comportamento do dólar, às indicações do Federal Reserve sobre taxas de juros e ao andamento das tensões geopolíticas, que são determinantes na alocação de ativos considerados seguros.
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