Abit minimiza impacto das novas sobretaxas dos EUA na indústria têxtil
Diretor da associação defende a robustez das leis trabalhistas brasileiras

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, conhecida como Abit, afirmou que as novas sobretaxas de 12,5% anunciadas pelo governo dos Estados Unidos não devem alterar significativamente a dinâmica do comércio do setor com os norte-americanos.
As tarifas adicionais foram sugeridas pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR) como resultado de uma investigação sobre importações de produtos supostamente fabricados com trabalho forçado. Para Fernando Pimentel, diretor da Abit, a legislação trabalhista brasileira é uma das mais rigorosas do mundo.
"Temos uma lei trabalhista que é a mais forte do mundo, e estamos inclusive à frente dos EUA nesse quesito. Acredito que essa proposta de taxação não irá resistir aos argumentos colocados à mesa na hora das negociações.
Pimentel ressaltou que, apesar das discussões em torno das sobretaxas, a vantagem comercial dos EUA em relação ao Brasil em produtos têxteis é significativa. Em 2025, o Brasil exportou US$ 77 milhões em têxteis para os EUA, enquanto as importações dos EUA pelo Brasil chegaram a US$ 147 milhões.
✨ Brasil é um dos maiores fornecedores de algodão para a Ásia, segundo a Abrapa.
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também comentou que, com o anúncio das novas sobretaxas, o impacto no setor de algodão será pequeno. A entidade enfatizou que a produção de algodão nos EUA não atende a toda a demanda, consolidando a posição do Brasil no mercado.
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