Aclara Resources investirá US$ 780,9 milhões em projeto Carina
Produção de terras raras em Goiás deve começar até 2028

A Aclara Resources planeja iniciar a produção de terras raras em Goiás, com um investimento estimado de US$ 780,9 milhões no projeto Carina, a partir do segundo semestre de 2028, conforme revelou um estudo de viabilidade apresentado recentemente.
O cronograma do projeto prevê o início das obras preliminares no terceiro trimestre de 2026, seguido da construção ao longo de 2027 e a operação programada para o início de 2028. A recente estimativa representa um aumento de US$ 100,4 milhões em relação aos cálculos anteriores, devido a variações cambiais, inflação e ajustes na engenharia.
✨ O projeto Carina terá uma expectativa de vida útil de 18 anos, com uma produção média anual de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras.
Da produção total, a Aclara espera extrair, anualmente, cerca de 1.191 toneladas de neodímio e praseodímio, além de 156 toneladas de disprósio e 27 toneladas de térbio. Estes dois últimos elementos são considerados estratégicos na fabricação de ímãs permanentes de alta performance.
O projeto Carina se destaca como um dos ativos mais avançados da companhia no campo de argila iônica fora da China e possui custo operacional e impacto ambiental reduzi dos se comparados a jazidas tradicionais de rocha dura.
Além disso, a Aclara planeja conectar a operação em Goiás a uma futura instalação de separação localizada na Louisiana, nos Estados Unidos. Nesse modelo, o projeto brasileiro vai produzir um carbonato misto de alta pureza, que será enviado para separação em óxidos e posterior conversão em metais e ligas.
A receita líquida anual esperada para o projeto é de US$ 599 milhões, com um EBITDA médio de cerca de US$ 460 milhões. O EBITDA é um desempenho financeiro que reflete a capacidade de geração de caixa da empresa antes de deduzir juros e impostos.
Os custos de produção estão previstos em US$ 13,1 por tonelada processada, com base em projeções de preços realizadas pela Argus Media para o mercado europeu, excluindo a China. Contudo, o estudo também aponta riscos comerciais, dado que a rede de fornecimento fora da China ainda não está totalmente estabelecida.
No processo de extração, a Aclara adotará a lavra a céu aberto, sem necessidade de perfuração ou explosivos, aproveitando a friabilidade da argila iônica. O processamento do minério se dará sem britagem ou moagem, utilizando uma solução de sulfato de amônio para a liberação dos elementos de terras raras, com a maior parte da água reciclada na planta.
Recentemente, a Aclara concluiu uma campanha piloto em escala semi-industrial para validar o processo de purificação do produto, aumentando a pureza do concentrado misto de 91,9% para mais de 95%, alcançando até 97,7% em alguns testes.
Apoio Financeiro
A Aclara conta com investimentos de acionistas como Hochschild Mining e CAP, além de receber até US$ 5 milhões da U.S. International Development Finance Corporation para apoiar os estudos do projeto.
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