Agronegócio critica proposta de mudança na jornada de trabalho 6x1
Entidades pedem análise técnica antes da aprovação da PEC

Lideranças do setor agroalimentar expressaram descontentamento em relação à proposta de revisão da jornada de trabalho 6x1, durante a abertura da Expozebu em Uberaba, Minas Gerais, no último sábado.
Representantes de diversas entidades enfatizaram a necessidade de um debate mais aprofundado sobre as repercussões econômicas dessa mudança, especialmente após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara ter dado o primeiro passo ao aprovar a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada ao tema.
Pontos de vista do setor
Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), destacou que é imprescindível considerar todas as implicações para garantir o funcionamento eficiente da economia. Borges ressaltou a urgência de um exame cuidadoso por parte do Congresso Nacional.
Por sua vez, Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), criticou a prioridade dada à questão, sugerindo que deveria haver mais foco em desafios estruturais como transporte, segurança e fiscalidade. Ele defendeu que o planejamento deve ser de longo prazo e envolver a sociedade nos debates.
✨ Os líderes do agronegócio pedem um diálogo mais amplo sobre a PEC, que pode impactar a operação contínua em setores como pecuária, frigoríficos e serviços de transporte.
A tramitação da PEC deu um novo passo com a aprovação da admissibilidade pela CCJ, que apenas decidiu sobre a constitucionalidade do texto, sem abordar o conteúdo específico. Detalhes sobre regras de transição ainda não foram disponibilizados.
A discussão envolve a reestruturação da jornada para atividades que exigem operação contínua e uma possível revisão na forma de planejamento da força de trabalho, o que levanta preocupações sobre custos e escalas de trabalho.
Após essa fase de admissibilidade, a PEC seguirá no processo legislativo, necessitando de novas deliberizações na Câmara, o que promete atrair a atenção de representantes do agronegócio e do governo sobre suas implicações regulatórias e econômicas.
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