Agência confirma que modelo econômico-financeiro garante atratividade da ferrovia

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) avançou nesta quinta-feira (10) com o projeto de concessão da Ferrogrão, realizando uma alteração significativa na modelagem econômico-financeira ao retirar o aporte público de R$ 3,5 bilhões que era anteriormente previsto.
O valor do aporte seria formado por investimentos de empresas como Rumo Paulista, MRS e Vale. De acordo com a ANTT, o novo modelo, consolidado pelo Ministério dos Transportes, demonstra que a atratividade da Ferrogrão permanece robusta mesmo sem esse recurso público.
✨ A atualização do modelo inclui mudanças nas minutas de edital e contrato, além de ajustes nas regras de alocação de riscos, governança e resolução de conflitos.
As novas diretrizes também reformulam premissas tributárias e custos operacionais, assim como eliminam os trens e vagões do rol de bens reversíveis da concessão. A concessionária ganhará mais flexibilidade na estruturação de sua frota através de arrendamentos ou cessões de uso.
Com as modificações, a diretoria da ANTT aprovou a atualização dos documentos que seguem agora para análise do TCU (Tribunal de Contas da União), um passo necessário antes da publicação do edital e da realização do leilão.
O projeto, que prevê um trecho de quase mil quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), visa criar um corredor ferroviário para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste até o Arco Norte e tem gerado debates, especialmente em relação a implicações ambientais.
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Jornalista especializado em Negócios

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