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Brasil busca posição estratégica em minerais críticos com apoio da UE

União Europeia quer parceria que beneficie o processamento local

Fernanda Lima22 de junho de 2026 às 08:50
Brasil busca posição estratégica em minerais críticos com apoio da UE

O Brasil está se posicionando estrategicamente no mercado de minerais críticos, com um projeto aprovado na Câmara que visa garantir que o país não seja apenas um exportador de matéria-prima.

Durante uma visita ao centro de pesquisa da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals em Poços de Caldas (MG), o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, destacou a importância da colaboração entre a União Europeia (UE) e o Brasil, considerando a proposta europeia mais vantajosa do que as de outros países na competição por recursos minerais.

O Brasil possui a segunda maior reserva global de minerais críticos.

Síkela enfatizou que a abordagem da UE prioriza a sustentabilidade e o incentivo ao processamento local, o que se alinha com os objetivos do governo brasileiro de agregar valor à cadeia produtiva desse setor emergente.

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"É essencial que o Brasil não se limite a operações de baixa margem. O valor deve ser criado aqui," disse Síkela durante a visita.

A unidade da Viridis, que começou a operar em maio, já tem a capacidade de processar 100 kg de minério por hora e planeja investimentos de US$360 milhões para expandir sua produção de carbonato misto de terras raras, com previsão de alcançar 15 mil toneladas anuais em 2028.

A parceria entre a Viridis e a química Solvay, que inclui fornecimento de materiais e potencial suporte tecnológico, foi mencionada como um passo importante para o fortalecimento da posição do Brasil no mercado internacional.

A União Europeia busca diversificar suas fontes de minerais críticos, reduzindo a dependência da China.

Contexto

Os minerais críticos, essenciais para tecnologias como carros elétricos e sistemas de defesa, estão em alta demanda global, impulsionando esta colaboração.

Síkela também discutiu planos para um memorando de entendimento com o governo brasileiro, que envolvem outras prioridades minerais como níquel e lítio, reforçando a busca por uma cadeia de suprimentos mais resiliente.

Seus comentários refletem uma preocupação com a sustentabilidade e o impacto ambiental das atividades mineradoras, enfatizando que as decisões do Brasil podem influenciar questões globais.

A Viridis está em diálogos com compradores europeu e americano, deixando de lado propostas de compradores chineses para assegurar um mercado diversificado.

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