CTC registra crescimento de receita, mas lucros caem no trimestre
Investimentos em sementes sintéticas impactam finanças da empresa

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) viu sua receita aumentar no primeiro trimestre de 2026, mas essa expansão foi acompanhada por uma queda significativa em seu lucro líquido, reflexo de altos investimentos em inovação.
Entre janeiro e março, a empresa finalizou sua nova indústria de sementes sintéticas de cana-de-açúcar e registrou um crescimento de 6,6% na receita líquida, alcançando R$ 121 milhões. Contudo, o lucro do trimestre foi de R$ 39,9 milhões, uma redução de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
✨ O Ebitda caiu 15,6%, somando R$ 60,6 milhões, e a margem Ebitda ficou em 33,5%, uma queda de 8,8 pontos percentuais.
Paulo Polezi, diretor financeiro do CTC, comentou que esses resultados eram esperados devido ao foco em investimentos durante o trimestre. Além da nova planta de sementes, 20 hectares foram plantados usando essa tecnologia avançada.
Novas Variedades e Crescimento de Mercado
O CTC não somente investiu em infraestrutura, mas também lançou a variedade Advana2, um tipo de cana-de-açúcar geneticamente melhorada. Essa nova variedade prometeu um aumento de produtividade superior a 10% em comparação com concorrentes, seguindo a tendência estabelecida pela Advana1, lançada há menos de um ano.
✨ 32% dos plantios na safra 2025/26 utilizaram variedades do CTC, um aumento de 6 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
César Barros, CEO da empresa, afirmou que as variedades introduzidas em 2020 estão se expandindo rapidamente, enquanto as mais novas, de 2023, ainda estão conquistando espaço no mercado. A expectativa é que essas novas variedades continuem a elevar a participação do CTC no mercado.
Perspectivas de Investimentos Futuramente
Para a safra 2026/27, o CTC planeja manter um nível robusto de investimentos, focando principalmente na continuidade do projeto de sementes sintéticas. Entretanto, o valor destinado a esses investimentos será ligeiramente inferior ao projetado anteriormente. Na safra passada, o investimento total foi de R$ 139,2 milhões.
O CEO Barros indicou que a companhia está confiante de que os custos de plantio por hectare para as novas sementes sintéticas serão mais baixos em comparação à primeira fase, mas ressalta que ainda não é o foco principal no momento, pois ainda é necessário aumentar a escala de produção.
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