Duplicata Escritural Revoluciona Acesso ao Crédito para PMEs no Brasil
Novo sistema eletrônico promete transformar a relação das pequenas e médias empresas com instituições financeiras.

A introdução da duplicata escritural está revolucionando a forma como pequenas e médias empresas (PMEs) acessam crédito no Brasil. Com sua criação em um formato eletrônico e registrado em entidades autorizadas pelo Banco Central, o título agora possui uma identificação exclusiva no sistema financeiro, o que diminui a dependência dos empreendedores em relação a bancos específicos e potencializa a competitividade nas taxas.
Transformação no acesso ao capital
Durante anos, a obtenção de capital de giro foi um dos principais obstáculos enfrentados pelas PMEs. Frequentemente, os empreendedores encontravam-se presos às condições de uma única instituição financeira, sem um histórico robusto que pudesse ser oferecido a outros possíveis financiadores e sem garantias reais, além de seu próprio patrimônio.
"Quando os recebíveis são registrados de forma centralizada, a empresa passa a ter uma vitrine de sua saúde financeira. Isso gera visibilidade para o mercado: outros financiadores podem enxergar a qualidade desses ativos e competir para oferecer crédito.
✨ Agilidade e segurança no processo de crédito
Contexto
A digitalização dos títulos permite que as mudanças no registro sejam visíveis em tempo real, mitigando a insegurança jurídica e reduzindo o custo do crédito, conhecido como 'spread'.
Com a duplicata escritural, a gestão dos recebíveis torna-se mais atraente. Ao não estar atrelado a um único banco, o gestor pode explorar diversas opções, apresentando seus recebíveis a factoring, FIDCs e outros agentes financeiros, utilizando o faturamento projetado como uma garantia auditável.
Simplicidade nas operações diárias
Outro aspecto positivo dessa nova abordagem é a facilitação das rotinas diárias das empresas. A integração entre os títulos e sistemas de gestão financeiros permite um processo mais rápido de aceitação e liquidação, diminuindo erros manuais que podem comprometer o fluxo de caixa.
"Ao remover a subjetividade do risco, o crédito deixa de ser uma barreira e passa a ser uma ferramenta de planejamento. O empreendedor deixa de pagar pelo custo da incerteza do mercado e passa a ser precificado pelo seu desempenho real.
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Tiago Abech
Jornalista especializado em negócios
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