Fertilizantes Heringer registra queda acentuada no lucro do 1º trimestre
Resultados financeiros indicam desafios significativos para a companhia

A Fertilizantes Heringer anunciou na última sexta-feira (8) um lucro líquido de R$ 14,626 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de 75,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mesmo intervalo, a receita líquida sofreu um recuo de 42%, totalizando R$ 525,34 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou um desempenho negativo de R$ 4,117 milhões, contrastando com o resultado positivo de R$ 3,539 milhões no primeiro trimestre de 2025.
Embora o resultado financeiro líquido tenha permanecido positivo em R$ 81,307 milhões, houve uma queda de 54% em comparação com os R$ 176,876 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.
Redução nas entregas de fertilizantes
A companhia também relatou uma queda significativa nas entregas, totalizando 201,6 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, 43,6% inferior às 357,7 mil toneladas entregues no mesmo período do ano anterior.
Os adubos convencionais foram os mais afetados, caindo de 305 mil para 154 mil toneladas, enquanto o segmento premium teve uma queda mais modesta, de 53 mil para 48 mil toneladas.
✨ Mudança no perfil de consumo
No comunicado, a Fertilizantes Heringer observou uma mudança relevante no perfil de consumo, com uma migração gradual para produtos de maior valor agregado. Por cultura, o milho manteve uma participação de 35% nas entregas, mesmo com uma redução no volume de 124 mil para 70 mil toneladas.
O café viu sua participação aumentar de 31% para 36%, mas também reportou uma queda nas entregas, que foram de 112 mil para 73 mil toneladas. As entregas de soja caíram de 19 mil para 12 mil toneladas, e de cana-de-açúcar, de 33 mil para 10 mil toneladas.
Contexto do desempenho
A Fertilizantes Heringer atribuiu seu desempenho trimestral à postergação de compras por parte dos produtores nas regiões onde atua, indicando um início de ano com menor ritmo comercial e um aumento na presença de produtos premium no portfólio.
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