Grupo enfrenta crise e terá 60 dias para apresentar plano de recuperação

A Fictor Alimentos anunciou que foi autorizada pela Justiça de São Paulo a iniciar seu processo de recuperação judicial, conforme comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de sexta-feira (17). A medida surge em um contexto de crise financeira e permitirá à empresa estruturar seu plano de recuperação.
A decisão, proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, inclui a Fictor Alimentos em um regime de consolidação substancial com outras empresas do Grupo Fictor. Um 'stay period' de 180 dias foi determinado, suspendendo qualquer ação judicial ou execução contra as empresas envolvidas.
✨ Durante os 180 dias, atos de constrição sobre os bens da Fictor Alimentos estão proibidos.
A Laspro Consultores foi nomeada como administradora judicial, enquanto a Price Waterhouse Coopers será responsável pela supervisão das atividades do grupo. Ambas devem fornecer relatórios financeiros mensais durante o andamento do processo.
A Fictor Alimentos já havia solicitado sua inclusão na recuperação judicial da Fictor Holding Financeira, controladora do grupo, devido a uma severa crise de liquidez, em grande parte ocasionada por tentativas de aquisição do Banco Master. Inicialmente, as operações do agronegócio não faziam parte do pedido, mas a situação foi revista posteriormente.
Como a principal subsidiária do conglomerado, a Fictor Alimentos responde por aproximadamente 70% da receita da empresa, que totalizou R$ 3,5 bilhões em faturamento em 2024. Recentemente, a companhia tem concentrado suas atividades no setor de proteína animal, adotando uma estratégia de adquirir empresas com dificuldades financeiras, como a Mellore Alimentos, comprada em abril do ano passado.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Negócios

Diretor jurídico e membros do conselho renunciam em meio à crise financeira

A Igreja Universal busca salvar o banco em meio a investigação judicial.

Transação sem restrições impulsiona recuperação da Americanas.

A adesão ao programa de demissões voluntárias ainda está aquém das expectativas.