A empresa espera resultados negativos no terceiro trimestre de 2026 e modificações em seu modelo de vendas.

A americana FMC, uma das principais empresas de defensivos agrícolas no mundo, anunciou nesta quinta-feira (15/10) uma atualização em suas projeções financeiras para o terceiro trimestre de 2026, prevendo uma receita de apenas US$ 65 milhões a US$ 125 milhões, representando uma queda entre 76% e 88% em relação ao mesmo período de 2025.
Além disso, a expectativa para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado é de um resultado entre US$ 565 milhões negativos a US$ 510 milhões negativos. Essa situação inclui um impacto estimado entre US$ 625 milhões a US$ 675 milhões devido a ações comerciais destinadas a diminuir o preço de produtos mantidos por clientes em mercados-chave, bem como a revisão do modelo de vendas e preços nos Estados Unidos.
✨ O diretor-executivo, Pierre Brondeau, destacou que a baixa demanda e o alto volume de estoques exigem medidas abrangentes para restaurar o equilíbrio financeiro da empresa.
As quedas nos preços de mercado, impulsionadas pela crescente concorrência dos produtos genéricos, ampliaram a diferença entre o valor do estoque da FMC e os preços do mercado, dificultando a comercialização desses itens para os produtores. Diante disso, a FMC planeja adotar inicialmente medidas comerciais no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá para reduzir os preços dos produtos em estoque dos distribuidores. A empresa também irá alterar sua estratégia de vendas nos EUA, movendo-se para uma estrutura de preços menos complexa, com diferenças menores entre preço bruto e preço líquido, visando facilitar a circulação dos produtos até os produtores e atender à demanda futura.
O balanço completo do terceiro trimestre de 2026 e as previsões financeiras devem ser divulgados no dia 29 de outubro.
No segundo trimestre deste ano, a FMC reportou um prejuízo líquido de US$ 187 milhões, reflexo da queda nos preços e nas vendas. Entre as ações tomadas estão a venda de 20% da empresa para o grupo belga Tessenderlo, que movimentou cerca de US$ 403 milhões, e um acordo de ‘sale and leaseback’ envolvendo um ativo em Newark, nos EUA, por US$ 114 milhões.
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