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Geraldo Alckmin avalia resposta à tarifa de 25% dos EUA

Governo prioriza negociação em vez de retaliação comercial

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 22:15
Geraldo Alckmin avalia resposta à tarifa de 25% dos EUA

O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou nesta quarta-feira que o governo brasileiro está considerando acionar a Lei da Reciprocidade em resposta à nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Apesar dessa possibilidade, segundo Alckmin, a prioridade do governo é negociar uma saída pacífica para a questão, evitando assim uma guerra comercial entre os dois países.

Durante uma coletiva em São Paulo, Alckmin deixou claro que a intenção não é retenção ou retaliações, mas sim buscar uma solução adequada. Ele afirmou: "Não tem retaliação. A ideia é buscar solução". O vice-presidente também confirmou que a Lei da Reciprocidade está sendo considerada, mas reiterou a importância de resolver o problema através do diálogo.

A tarifa dos EUA pode impactar 18% das exportações brasileiras para o país, equivalente a US$ 7,4 bilhões em 2024.

A justificativa para essa tarifa, segundo o governo norte-americano, baseia-se em alegações de práticas comerciais desleais relacionadas ao Pix, etanol e desmatamento. Alckmin classificou tal imposto como injusto, lembrando que a tarifa média aplicada pelo Brasil para produtos dos EUA é de apenas 3,1%. Além disso, citou que dos dez produtos mais exportados pelos EUA para o Brasil, sete têm tarifas zeradas.

O governo brasileiro anunciou que disponibilizará R$ 18,5 bilhões em crédito a juros reduzidos para apoiar empresas impactadas por essa nova tarifa e por crises em setores estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos. Além disso, o governo buscará diversificar mercados, mantendo simultaneamente as negociações com os Estados Unidos.

Na visão de Alckmin, um entendimento sobre as tarifas e a integração produtiva entre Brasil e Estados Unidos deve progredir para benefícios mútuos. Ele ressaltou que o foco deverá ser sempre a negociação para resolver as questões comerciais, enfatizando a importância de uma resposta estratégica da parte brasileira.

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